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UM ÍDOLO QUE SE TORNA LENDA
 Tragédia irônica esta: Resolvo ressucitar meu blog justamente por causa de uma morte. Pois haveria de ser realmente um evento significativo para que eu voltasse à ativa com este espaço. O dia 27 de setembro de 2011 entrou para a história. Para a história do punk brasileiro, para a história minha, para a história de muita gente. Foi o dia em que nos despedimos de Edson Pozzi, o Redson, da banda Cólera. A notícia me atingiu em cheio, me tomou de surpresa. Foi inesperado, repentino. As informações atestam que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória, nos seus 49 anos. Desde a formação da banda Cólera, em 1979, até os dias atuais, Redson se tornou não só um verdadeiro exemplo na cena do subgênero punk rock, mas um ícone na história do próprio rock brasileiro. Redson me ensinou o que é o punk. Hoje, digo com orgulho que fui punk durante uma parte da minha vida. E esse orgulho é por causa de pessoas como ele. Nos meus 12 anos de idade, logo que tive meu primeiro contato com o punk rock e com a cena punk, uma das primeiras bandas que ouvi foi justamente Cólera, ao lado de outras como Gritando HC e Blind Pigs. E logo me identifiquei com a postura anti belicista, pacifista e ecológica dessa banda paulista.
 Já faz alguns anos que não me considero mais punk. Porém, foram tempos inesquecíveis, aprendi valores que carrego comigo até hoje, como a abominação à qualquer forma de preconceito, autonomia, união, lealdade, procurar sempre conhecer os vários ângulos de um mesmo fato, ter um pensamento crítico e racional sobre tudo, a insaciável fome de conhecimento, respeito à natureza e aos animais, vegetarianismo, dentre outros. Muitos leigos veem o punk como um sujeito marginal, niilista, bagunceiro e inconsequente. Aquela velha história de ser apenas uma fase da vida que passamos, rebeldia sem causa, jovens em busca de uma personalidade coletiva em uma tribo urbana. Pois se algumas dessas pessoas tivessem a chance de conhecer o verdadeiro punk mais a fundo, surpreenderiam-se com a causa que esses rebeldes adotam e a maturidade ideologica apresentada. Até hoje, muitas conversas e debates que tive com outros punks seguem gravadas na minha memória. Nunca pertenci à gangue de punks, nunca persegui skinheads, emos ou qualquer outro grupo, nunca usei do visual punk para intimidar ou me aparecer. Frequentava gigs, palestras, debates, shows, protestos, tive uma banda, criei e distribui um zine, fiz o possível para tentar, como todo jovem sonhador idealista, mudar o mundo. Creio ter colhido os frutos, pois certamente plantei algumas sementes e fiz ótimas e verdadeiras amizades. Em suma, há uma real diferença entre o "bom punk" e o "mau punk". Aprendi muito a ser um dos bons graças ao Redson, o qual encontrei e troquei algumas palavras em um show no longíquo ano de 2004. Minutos memoráveis, eternizados. Apenas mais um fã. São poucos os ídolos acessíveis. Aquele sujeito que você respeita, admira pessoal e profissionalmente, e está ali ao seu alcance. Aquele sujeito que é uma pessoa de verdade, e não um ídolo fabricado. Redson era um cara humilde, boa gente, que teve uma contribuição inestimável na difusão do punk. Como bem disse o amigo Gabriel Forte, também grande admirador do cara: "Sabe quando você convive com os feitos de alguem e sente que conhece a pessoa? Pois é, perdi um amigo hoje". Entendo perfeitamente. Me sinto da mesma forma.
Sua falta será sentida, Redson!! Pela paz em todo mundo!!
Escrito por Soneca, o boa praça às 16h34
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HUMOR NA TV BRASILEIRA
Pois sim, mortais leitores. Além de crítico de cinema formado na New York Film Academy, também sou crítico de TV. A seguir, farei uma verdadeira dissecação dos "principais" programas de humor da TV aberta; sejam os "moderninhos" como Pânico, CQC e Legendários. sejam os "clássicos" como Zorra Total, A Praça é Nossa e Casseta & Planeta. E claro, como nem tudo são críticas negativas, também vão algumas sugestões do que há de melhor (ou menos pior) na TV brasileira, em matéria de humor. Desfrutem:
PÂNICO NA TV
 Estilo: Humor apelativo, piadas preconceituosas.
Como apoio ao seu tipo de humor, usa vídeos engraçados da internet ou cenas de programas antigos durante as matérias novas, como forma de comentário. Exemplo: Entrevistado diz algo desinteressante. Então surge o vídeo na tela de uma entrevista de meses atrás, com uma mulher dizendo ironicamente "Que bom...". Consiste em fazer graça constrangendo os outros, sejam atores, jogadores de futebol ou populares. Dançarinas seminuas apenas para elevar a audiência. Piadas sem graça e repetitivas. Apelativo de dar dó. Quem acha que dizer "Ronaldo" ou "peitinho" por aí é divertido, merece chupar os próprios rins, sério.
Público-alvo: A ralé. O povão. O torneiro mecânico que trabalhou no fim de semana e depois de acompanhar o futebol, assiste ao programa. O moleque bagunceiro do fundão da sala de aula, que nunca leu um livro e se orgulha disso.
CQC
 Estilo: Auto-denominado "humor inteligente", piadas irônicas pré-planejadas.
Como apoio ao seu tipo de humor, usa alguns efeitos visuais e vinhetas computadorizadas, conforme as respostas dos entrevistados. Exemplo: Se o entrevistado faz uma piada sem graça, "surge" uma língua de sogra na boca dele. Se o entrevistado dá uma resposta ríspida, "surge" um martelo na tela batendo no rosto do repórter do CQC. Consiste em usar os outros, sejam atores, jogadores de futebol ou populares, como muleta para destilar suas piadas pré-fabricadas de comediantes stand up. Com a ânsia de se provar um oposto do Pânico na TV, (ou seja, um programa que não desce o nível) insiste em perseguir políticos e fazer matérias-denúncias sociais para ganhar a atenção e a audiência do público mais instruído. E essa arrogância não torna o programa mais engraçado. Público-alvo: Pseudo-intelectuais. Classe média falida. O sujeito que leu O Código da Vinci e todos os livros do Jô Soares, e considera os autores uns gênios. O jovem de 20 e poucos anos que se veste como um adulto de 50 e muitos, colete jogado no pescoço, cachecol, e admira o Arnaldo Jabor.
LEGENDÁRIOS
 Estilo: Humor apelativo, humor "consciente", humor auto-afirmativo. Como apoio ao seu tipo de humor, usa a mesma ferramenta do CQC descrita acima. Consiste em uma proposta de um programa novo e diferente, mas que resulta em uma mistura mal-batida do pior do Pânico com o pior do CQC. Tem as dançarinas seminuas para elevar a audiência, assim como o Pânico. Tem as matérias com atores e populares, como Pânico e CQC. Tem as intervenções computadorizadas durante a matéria, como o CQC. E tem o humor consciente, um subgênero do humor inteligente, que consiste em fazer matérias para conscientizar o povo sobre problemas ambientais, etc, que resultam em reportagens entediantes e falso-moralistas. Conseguiram estragar o ótimo grupo de humoristas do Hermes e Renato, trazendo-os para seu programa e não os usando de maneira adequada. Seu humor não funciona, porque os integrantes não são engraçados e não tem carisma, resultando numa grande vergonha alheia, digna de esmolas. Público-alvo: Os losers que não tem o que fazer sábado à noite, não tem pra onde ir, e aceitam assistir qualquer programação televisiva. Ou assim como o programa, o público-alvo também é uma fusão de Pânico e CQC: A ralé pseudo-intelectual.
ZORRA TOTAL/A PRAÇA É NOSSA
 Estilo: Humor ultrapassado, humor previsível, humor de bordões. Tomo a liberdade de colocar ambos os programas no mesmo saco. Afinal, apesar de atores, emissoras e cenários diferentes, a proposta dos dois é idêntica: fazer um humor velho, que não funciona mais. Toda semana os episódios são iguais, os mesmos personagens dizem as mesmas piadas, as mesmas frases feitas (sempre olhando para a câmera, o que significa que é hora da plateia rir). Ah, e obviamente, 95% das piadas são machistas e/ou homofóbicas. Público-alvo: Os internos da APAE. Tiozões de boteco que estão jogando sinuca e bebendo tanto que riem de qualquer coisa que passar na TV. Donas de casa gordas e preguiçosas, que não fazem sexo com seus maridos há meses, e resolvem passar roupa à noite e colocar na SBT ou Globo pra rir um pouco.
CASSETA E PLANETA
 Estilo: Humor interno, humor previsível, humor apelativo, humor acomodado. A Rede Globo consegue estragar tudo o que é bom. Faustão era divertido nos tempos do Viva Noite. Casseta e Planeta tinha um humor criativo e divertido, 20 anos no passado. E justamente por isso que chamo o atual Casseta e Planeta de "humor acomodado". Os integrantes parecem ter aceitado o destino de reciclar as mesmas velhas piadas, fazer humor sexista e machista, e fazer piadas internas com as próprias novelas da casa (quem não as assiste, não entende nada). Tudo em troca do gordo cheque que chegará no fim do mês. Então para que inovar, usar a criatividade que eles ainda tem em algum lugar dentro de si? Não há motivação, e parece não haver ambição para isso. Público-alvo: Cinquentões que assistem o programa ainda por saudosismo, pois não aceitam a dura realidade que o grupo não é o mesmo de outrora. Parcela do público da Zorra Total, ou seja, as mesmas donas de casa gordas e os mesmos tiozões bêbados de boteco.
DEPOIS DA TEMPESTADE, VEM A BONANÇA
O estimado leitor deve estar se perguntando: "Se tudo isso não presta, segundo o sabichão aí, o que há de bom em matéria de humor na televisão brasileira?" Pois além da Palmirinha, alguns programas conseguiram arrancar um risinho ou outro desse meu ser sisudo. Eis-los:
COMÉDIA MTV
 Programa que consiste em várias esquetes, sempre uma diferente da outra, com humor sagaz, ótimo timing. Em alguns momentos, o humor nonsense, situações propositadamente hiperbolizadas e a crítica às convenções sociais, lembram o saudoso Hermes & Renato. A seleção de humoristas é irregular. Ao mesmo tempo que conta com humoristas engraçados, inteligentes e criativos como Marcelo Adnet, Tatá Werneck, Dani Calabresa, Bento Ribeiro e Paulinho Serra, o programa também tem os irregulares Rafael Queiroga, Guilherme Santana e Fábio Rabin. No entanto, o saldo final é mais que positivo.
BADALHOCA
 Esse programa passa nas madrugadas da MTV, e tem apenas 15 minutos, mas vale totalmente a pena. O formato do programa são de videoblogs enviados por Ronald Rios. Mas não ouse comparar com os videobloggers modinhas Felipe Neto e PC Siqueira. Ronald é infinitamente mais incorreto, boca suja, espontâneo e tem um senso de improviso e sacadas assaz divertidas. Acompanho os vídeos desse carioca há muito tempo e quando vi que ele tinha esse tempinho na MTV com esse programa, não acreditei. O programa em que ele cita as qualidades da namorada perfeita, entre elas, ser o Jaspion, é um épico instantâneo.
DE CARA LIMPA
 Novo programa do Canal Multishow. O humorista Fernando Caruso, sem ajuda de personagens ou roteiros, sai de bicicleta por São Paulo à procura de situações irritantes e estressantes, como filas de estacionamento, semana de provas na faculdade, estação de metrô lotada e treinamentos policiais com a simples missão de fazer as pessoas rirem. E ele consegue, à base de improviso e monólogos insanos. Sem humor apelativo, sem cair no banal, e sempre imprevisível, esse programa é uma mais que benvinda novidade.
Considerações finais: Hermes & Renato ainda está inabalável no posto de Melhor Programa de Humor da TV Brasileira dos últimos 15 anos. A transgressão, o humor caótico, nonsense e politicamente incorreto que eles trouxeram foi mais que um benvindo frescor. Um verdadeiro marco no humor marginal. Joselito, Boça, Massacration e tantos outros quadros seguem eternizados no meu coraçãozinho.
Escrito por Soneca, o boa praça às 23h07
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SONECA'S TOP LIST- Filmes de Agosto
Pois bem, caros. Um novo mês chegou e com ele, em seus primeiros dias, o momento mais esperado por toda a nação brasileira. Não, não é o pagamento do salário. Melhor que isso, coleguinhas proletários: A lista dos melhores e piores filmes que estiveram em cartaz em agosto. Desfrutem: Os melhores filmes do mês de agosto
 A ORIGEM (Inception) Filme extremamente mind fucking. Christopher Nolan não dá ponto sem nó e nos contempla aqui com mais uma obra de visual impecável, personagens complexos e narrativa bem costurada. Com atenção, percebe-se que o roteiro não é complicado, e sim complexo. A direção de arte, a fotografia e os efeitos especiais, além das atuações inspiradas do elenco, devem render alguns merecidos Oscars em 2011.
 OS MERCENÁRIOS (The Expendables) A película com mais testosterona do século XXI conquistou seu lugar entre os melhores da Soneca's Top List de agosto devido à sua honestidade e humildade. Desde o começo, Stallone deixou claro que esse não seria um filme de arte, não seria um filme pretensioso. Sua única vontade era homenagear os clássicos filmes de ação dos anos 80. E conseguiu, chamando os astros da época e mesclando-os com astros do cinema de ação atual (Jason Stattham, Randy Couture), resultando assim em um filme-de-macho de primeira, com todas as explosões, tiros e frases de efeito que o gênero pede.
 A EPIDEMIA (The Crazies) Quem já conversou sobre cinema comigo apenas uma vez ou leu qualquer um dos posts cinéfilos aqui do blog, sabe muito bem o quanto não gosto da ideia de refilmar uma excelente película. Prefiro que priorizem novas ideias. Mas há exceções, há os casos em que os remakes ficam tão bons ou até melhores que os originais. A Epidemia, remake de O Exército do Extermínio, do Deus George A.Romero é um filme que atualiza o contexto, não mexe na estrutura do enredo, sabe como ser convincente na abordagem psicológica dos personagens e usa de efeitos visuais atuais para manter o filme interessantíssimo.
Os piores filmes do mês de agosto
 O APRENDIZ DE FEITICEIRO (The Sorcerer's Apprentice) Longa-metragem da Disney geralmente já me deixa em estado de alerta. Ou é um filme bem elaborado e divertido para todas as idades ou é uma tremenda fezes de rinoceronte albino. No filme O Aprendiz de Feiticeiro, lidamos com o segundo caso. O personagem principal não causa empatia, a história cai em muitas contradições narrativas e não se decide entre um filme infantil cativante ou uma comédia romântica pré-adolescente com momentos Harry Potter.
 5X FAVELA / 400 CONTRA 1 Aqui se tratam de dois filmes, mas os coloquei no mesmo tópico pois realmente eles são farinha do mesmo saco. Farinha de macaxeira podre em um saco furado, mais precisamente. 400 Contra 1 conta a história do Comando Vermelho. 5x Favela mostra a vida dura nas favelas. Ambos filmes brasileiros, ambos glorificando o crime, ambos mais um filme sobre favela, bandidos e tráfico. O cinema nacional é capaz de fazer coisas melhores do que isso. Insistir no mais-do-mesmo é preguiça criativa, e não há nada pior que isso, quando se trata de sétima arte.
 DESTINOS LIGADOS (Mother and Child) Drama romancesco que não cativa ninguém. Cinema moralista é mato, e ninguem precisava de mais um filme soberbo, cheio de si, crente de que está arrasando nas metáforas existenciais, quando está apenas trilhando caminhos pelos quais outros já passaram muitas vezes. Destaque especialmente negativo para Samuel L.Jackson. Sua interpretação é convincente, como sempre, mas poxa vida Sam, você já escolheu melhor seus projetos. Seu currículo é bem badass pra um filminho água com açúcar desse.
 KARATE KID Não mexam com clássicos!! Eu poderia resumir minha micro análise sobre este filme apenas com esta frase, mas sei que vocês esperam mais de mim, certo? É, talvez não, mas enfim: Karate Kid e o garoto luta Kung Fu? Interesse romântico para agradar a plateia jovem contemporânea? Filho do Will Smith? Muito marketing e pouca reverência às tradições!!
 PAR PERFEITO (Killers) Com exceção de "Efeito Borboleta", se você é um cinéfilo de respeito, é recomendável passar longe de qualquer filme do Ashton Kutcher. "Par Perfeito" não foge à regra. Comédia romântica previsível (pleonasmo), cheia de estereótipos, não se esforça em momento algum para ter um mínimo de criatividade e ser ao menos um pouco diferente das demais. Bom, mas fazer o que se esse tipo de escória cinematográfica tem garantido o seu público, né? Malditas adolescentes de colégio particular!
Escrito por Soneca, o boa praça às 22h14
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APUROS NO HABIB'S
Eu estava com fome, mas não havia nada que me apetecesse na geladeira. Decidi então ir ao Habib's. Tem um aqui perto da minha casa, eu estava com 10 reais no bolso e adoro esfihas. O que poderia dar errado? Pois eu não contava com um elemento crucial, aquele que sempre pode fazer algo dar errado, não importa aonde você vá: O elemento humano. Um garçom que naquele momento não estava atendendo ninguém, resolveu puxar papo comigo, enquanto eu esperava meu pedido. Pior: Resolveu puxar papo fazendo perguntas sobre a minha vida. Eu não gosto quando desconhecidos perguntam sobre a minha vida. Também não gosto quando conhecidos perguntam sobre a minha vida. Diabos, eu não gosto até mesmo quando amigos de infância perguntam sobre a minha vida. Foram momentos extremamente torturosos para mim. Se eu não fosse nunca mais voltar lá, teria chutado o pau da barraca, teria sido rude sem peso na consciência. Mas o sujeito estava tão animado e simpático, e vou sempre naquele Habib's que tive que me conter. Sabe todas aquelas coisas que você morre de vontade de falar durante o dia, mas acaba não falando? Não tenho um psicólogo (pois não curto gastar dinheiro para ouvir uma pessoa dizer tudo aquilo que eu já sei), mas se tivesse, aposto que ele diria para eu liberar essas frustrações em um blog. Ou não. De qualquer jeito, cá estou, compartilhando com quem quiser ler, a minha epopeia. Com meu toque especial, claro. Como não me importei com a existência do sujeito o mínimo possível para saber seu nome, vou chamá-lo de "O Gênio do Habib's" 
O GÊNIO DO HABIB'S: - Você gosta de esfihas, hein? Sempre tá vindo aqui... O QUE EU DISSE: -Pois é. Aproveitando que moro perto agora. O QUE EU QUERIA DIZER: - Não, não. Odeio esfihas. Tenho alergia e surgem umas manchas nas minhas costas cada vez que as como. Venho aqui porque estou no aguardo que uma das manchas apareça com o formato de Jesus, para eu poder aparecer no Programa do Gugu. O GÊNIO DO HABIB'S: - Ah, então você não morava aqui? Morava onde? O QUE EU DISSE: - Em Santos. O QUE EU QUERIA DIZER: - Droga, falei demais. Eu devia ter dito apenas "Pois é". Agora você realmente acha que eu tenho algum interesse em trocar palavras contigo. E não te interessa onde eu moro, morava ou vou morar, seu psicopata. O GÊNIO DO HABIB'S: - Que maravilha, lá na praia. E como era morar em Santos? O QUE EU DISSE: - Legal. O QUE EU QUERIA DIZER: - Não, eu não morava NA PRAIA, pois a prefeitura não me permitiu montar uma barraca na areia e os funcionários da NET não conseguiram instalar a TV por assinatura e a banda larga pois estava muito próxima do meu castelinho que eu acabara de construir. Se quer saber como é morar em Santos, mude-se para lá imediatamente e me poupe de te ver por aqui nas próximas vezes que eu quiser simplesmente comer algumas esfihas e não relatar minha auto-biografia. O GÊNIO DO HABIB'S: - Só legal? Poxa, conta mais sobre a cidade. O QUE EU DISSE: - Bem, era pacato durante a semana. Agitado só nas férias e feriados. O QUE EU QUERIA DIZER: - Santos é uma cidade bacana. Eu não gosto de você. Fim. O GÊNIO DO HABIB'S: - E por que você veio para São Paulo, todo esse trânsito, essa correria? O QUE EU DISSE: - Adoro esse trânsito, essa correria, esse caos, essas pessoas estranhas. Opa, é o meu pedido. Falou aê. O QUE EU QUERIA DIZER: - Adoro esse trânsito, essa correria, esse caos, essas pessoas estranhas. Opa, é o meu pedido. Falou aê. Se eu ficasse mais um segundo aqui respondendo perguntas sobre minha vida de um completo desconhecido, acho que eu teria um AVC. Espero não te ver nunca mais. Morra.
Ah, como eu sou um cara simpático e sociável, viu...
Escrito por Soneca, o boa praça às 21h01
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SONECA'S TOP LIST- Filmes de Julho
Mais um mês se passou, mais filmes estrearam e agora o nobre leitor pode ter o prazer de se deleitar com mais uma lista dos melhores e piores filmes que estiveram em cartaz no mês de julho. Nada como a opinião de um sujeito com o conhecimento cinéfilo que tenho, para iluminar suas escolhas quando for baixar um filme ou quando estiver na locadora mais próxima. Além da lista, acompanham microcríticas sobre as películas em questão. São alguns comentários concisos, explicitando em poucas linhas a razão do filme estar na lista positiva ou na lista negativa. Esbaldem-se: Os melhores filmes do mês de julho
 À PROVA DE MORTE (Death Proof) O penúltimo filme do Quentin Tarantino demorou, demorou, demorou, demorou (sim, realmente demorou tudo isso) mas finalmente estreou no Brasil. Até mesmo o indicado ao Oscar "Bastardos Inglórios" já tinha passado por aqui faz tempo. Bem, apenas por ser Tarantino, vale a pena ser visto pois já é certeza de algo, no mínimo, bom. O filme é uma homenagem ao subgênero do cinema exploitation, aquele que explora taras masculinas (nesse caso, carros e mulheres), mas com todo o estilismo gráfico característico do Tarantino.
 PONYO- UMA AMIZADE QUE VEIO DO MAR (Gake no Ue no Ponyo) Mais uma linda animação dos Estúdios Ghibli. Uma comovente fábula sobre amizade e inocência, o filme também consegue passar uma importante mensagem ambiental sem soar ecochato. Animação de qualidade para crianças e adultos. Detalhe: cada segundo do filme foi pintado à mão, com aquarela. Isso é a mais pura e bela arte, senhoras e senhores!
 ALMAS À VENDA (Cold Souls) O excêntrico enredo aborda um ator em meio a uma crise criativa, que resolve extrair sua alma em uma clínica especializada. As situações não se desenrolam como ele desejava, e quando vai buscar sua alma de volta, descobre que ela foi roubada. Com um misto de surrealidade, drama indie e humor existencial, a diretora Sophie Barthes nos traz uma grata surpresa. Um filme complexo, mas não complicado.
 O PEQUENO NICOLAU (Le Petit Nicolas)
Esse filme francês, baseado na série de livros criados pelos mesmos autores de Asterix, é divertido, nostálgico e inocente. Cinema-família de qualidade, daquele que você pode assistir com a sua avó católica, pois não vai ter nenhuma piada pesada, amassos fortes ou nada que atente contra à moral e os bons costumes para constrangê-la. Mas acima de tudo, é um filme que mostra que o simples também pode ser belo. Impossível não se encantar com essa história sobre a inocência infantil dos anos 50.

VENCER (Vincere) Para quem, assim como eu, gosta de cinema político, essa é uma ótima pedida. A trama fala de política para falar sobre política, mostrando a ascenção de Benito Mussolini, suas ideias e ambições antes e depois do poder e sua relação com a mulher e principalmente com a amante, que tem grande destaque no filme, alçada à co-protagonista. Os eventos que se seguem também servem para explicitar o discurso político em si, e sua validade, enquanto conveniente.
Os piores filmes do mês de julho
 SALT Quem é Salt? De fato, não era para ser Angelina Jolie. O personagem foi concebido originalmente para ser um homem, mas na falta de acerto contratual com um, escolheram a atriz de lábios carnudos. Quanto ao filme, não há nada inovador que valha o ingresso do cinema. Apenas mais do mesmo: agente secreto é acusado de algo que não fez, então alguém quer matá-lo por causa disso e ele tem que provar sua inocência e chutar alguns traseiros no caminho. Ah sim, mas dessa vez, com uma mulher.
 SHREK PARA SEMPRE (Shrek Forever After) Por falar em mais do mesmo, quem aguenta outro filme do Shrek? Cada um em seu gênero, comparo-o com Jogos Mortais. O primeiro e até o segundo filme foram bons. Mas agora chega, né? Lançar um novo filme por ano, espremendo a franquia até a última gota, reciclando as mesmas piadas, é desgastante demais. Tanto para o ogro verde quanto para nós, pobres espectadores.
 PREDADORES (Predators) Por falar em franquias desgastadas, eis que resolveram fazer mais um filme envolvendo os alienígenas cara de marisco caçadores de humanos. Tudo isso é por que alguns produtores querem colocar mais dinheiro em seus bolsos já recheados, apostando em algo já testado e aprovado, por ser mais fácil do que apostar em algo novo? Pois não vejo outro motivo para fazer mais um filme dos Predadores, agora multiplicando os atores.
 ENCONTRO EXPLOSIVO (Knight and Day) Por falar em bolsos recheados, Cameron Diaz e Tom Cruise estão alguns milhões de dólares mais ricos. E o Brasil ajudou bastante, pois a visita dos dois ao nosso país impulsionou a bilheteria desse filme meia-boca por aqui. É o típico caso de não se importar com a arte, uma boa história ou desenvolvimento de personagens e simplesmente dar ao público o que eles querem. Mas dessa vez, com mais inteligência: ação para os homens, romance para as mulheres. E aquele casal de namorados que resolve ir ao cinema como desculpa para emendar um motel barato mais tarde, sai satisfeito da sessão.
 A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE (The Twilight Saga: Eclipse) Por falar em casal de namorados, os protagonistas da cinessérie Crepúsculo são os mais chatos desde Titanic! Qualquer crítica à esse filme soaria repetida, pois acho que todas já foram feitas. Mas ressalto o pior: a defecada homérica em cima da clássica mitologia vampiresca, o clichê da mocinha indecisa e indefesa que coloca não só a si em perigo mas também todos ao seu redor, e a maldita metáfora e propaganda da castidade que eles querem enfiar no cérebro dos adolescentes. Em suma, Crepúsculo é uma das coisas mais fedorentas que surgiu no mundo pop nos últimos anos.
Escrito por Soneca, o boa praça às 20h21
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SONECA'S TOP LIST- Filmes de Junho
Sábias palavras de Soneca para as massas! Volto a lhes agraciar com toda a minha enorme bagagem cultural, lhes trazendo mais um tesouro contemporâneo: Uma lista dos melhores e piores filmes lançados em junho. Uma referência sem igual para seus downloads, ou visitas à locadora!! Para saber não só o que baixar/alugar, mas também o que evitar/passar longe. Vejo mais filmes que vocês, portanto, sou mais feliz que vocês!! Vivam com isso e desfrutem das listas abaixo, contendo os 3 melhores e os 5 piores (claro, pois é sempre mais prazeroso criticar do que elogiar) filmes do mês de junho: Os melhores filmes do mês de junho  KICK-ASS Como diziam por aí, o filme é melhor que a HQ mesmo... Violento, sanguinolento, politicamente incorreto e muito divertido! Apelo nerd indiscutível nesse filme que mostra o que aconteceria na vida real se um moleque fã de quadrinhos resolvesse combater o crime.
 ESQUADRÃO CLASSE A (The A Team) Nunca assisti à série original, dos anos 80, na qual o filme se baseou. Mas se for igual a esse longa, baixo tudo (err...digo, COMPRO, viu) agora mesmo! Um dos melhores filmes de ação da década! Equilíbrio PERFEITO entre ação/porradaria/adrenalina e humor/diálogos afiados!
 TOY STORY 3 Eu não esperava menos da Pixar, do que me surpreender e me emocionar DE NOVO, como eles costumam fazer. É arriscado ressuscitar uma franquia de sucesso para fazer uma sequência que ainda gere interesse, mas eles conseguiram!
Os piores filmes do mês de junho  PLANO B (The Back Up Plan) Comédia romântica, gênero em que de cada 100 filmes, 99 fedem muito. Jennifer Lopez, que é bem melhor cantan...digo, é bem melhor CALADA do que atuando. Um trailer que já mostra toda a previsibilidade e a orgia de clichês do filme. Sério, se isso não bastar para você passar longe dessa bomba, você merece esse filme mesmo!
 PRÍNCIPE DA PÉRSIA: AS AREIAS DO TEMPO (Prince of Persia: The Sands of Time) Mais uma adaptação de game para o cinema. Ou seja: roteiro zero, ação mil, interpretações fracas mesmo com bons atores por conta de um diretor inexpressivo que é pau mandado dos produtores ambiciosos e DEUS EXISTE, uma péssima bilheteria.
 MARMADUKE História de um dogue alemão falante, que não é o Scooby Doo (!), se metendo em altas confusões. Filme que nasceu para a Sessão da Tarde. Só menores de 6 anos devem se divertir com isso, pois menores de 6 anos se divertem até com o canal francês durante a previsão do tempo.
 CARTAS PARA JULIETA (Letters to Juliet) Nem o ótimo ator e colírio das garotas Gael García Bernal salva esse filme. História já vista 584 mil vezes sobre uma guria sem mais o que fazer, porém, de bom coração, que decide juntar um casal já separado. ZzZzzzZzz Quase dormi apenas vendo o trailer.
 A JOVEM RAINHA VITÓRIA (The Young Victoria) Notem que no título abrasileirado, ressaltaram que a Vitória era uma rainha, pois brasileiros são estúpidos e sem conhecimento histórico, ok. Ah sim, e também para atrair as pré-adolescentes de classe média que adoram se emocionar com historinhas de princesa e de amor verdadeiro, para compensar o medo de enfrentar um pênis na vida real. Falo mesmo, pois na boa, romancezinho água com açúcar DE ÉPOCA já é pra foder qualquer um...
Escrito por Soneca, o boa praça às 21h16
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FUTEBOL, PATRIOTISMO E A CERTEZA DE ESTAR CERTO
Antes de mais nada, deixo claro que "a certeza de estar certo" é um assunto que abordo no texto, não que eu esteja querendo dizer que tenho certeza que estou certo. Essa mistura de patriotismo com futebol enche o saco. Gosto muito, acompanho sempre, mas é besteira levar futebol a sério demais. Tão sério a ponto de dizer que quem não torce pra Seleção Brasileira odeia o Brasil, é anti-patriota e blablabla. Em suma, o povo acha que quem não torce para o Selecionado Canarinho de Futebol ou torce contra, não ama o Brasil. Achar que o ápice do patriotismo é o futebol, é muita ignorância. Não passa de padronização de pensamentos e sentimentos imposta pela mídia e pelo meio/sociedade que se vive. E uma espécie perigosa de patriotismo, fanática, que se confunde com a xenofobia. Sentir-se mais especial que alguém, melhor que alguém por ter nascido em determinado país é ridículo.
A animada torcida brasileira
Se você, brasileiro patriota, católico, que adora churrasco e futebol, tivesse nascido na China, seria comunista e ateu. Se você tivesse nascido na Índia, seria vegetariano e adoraria filmes com danças nonsense. Se você tivesse nascido em Israel, seria judeu e não comeria porco aos sábados. Pois você faz parte da esmagadora maioria da população mundial que não pensa por si mesmo, nem faz o mínimo esforço para entender as coisas sob seu próprio ângulo e simplesmente assume a opinião comum. Pertencer à maioria, se encaixar, é mais conveniente. Ser aceito com mais facilidade pela sociedade é muito melhor. No futebol, torço pra Argentina, sim. No resto, da política às belezas naturais, gosto do Brasil e torço para o Brasil, simplesmente porque é aqui que vivo. Se amanhã eu morar na Guatemala, gostarei e torcerei para a Guatemala. (Menos no futebol, nesse caso é sempre Argentina) Seria idiotice torcer contra o país que vivo, já que ele ir bem influencia diretamente na minha vida. Já futebol não influencia em nada a minha vida. Causa felicidade momentânea, é legal zoar os outros, comemorar as vitórias do seu time, mas só. E a menos que você ou alguém da sua família trabalhe na CBF ou em algum time, também não influencia a sua vida. Futebol é paixão, supera regionalismos. E acima de tudo, futebol É APENAS futebol. Gosto muito e acompanho sempre, mas absorvo só as coisas boas: Não me irrito, não saio na porrada, não deixo estragar meu dia. Futebol só é encarado com seriedade, e não como diversão, por gente corrupta ou violenta.
 La Hinchada Argentina
De qualquer modo, este texto é para deixar claro meu modo de ver as coisas, minha posição. Haverá quem discorde, haverá quem concorde. Pode haver discussões e debates, embora eles sejam inuteis, pois duvido que alguém vá mudar de opinião. Pois o orgulho fala mais alto. As pessoas consideram que mudar sua postura seja um ato de fraqueza, pois todos sempre acham que estão certos sobre tudo. O que faz muito sentido, afinal, ninguém vai ter uma postura ou abraçar uma causa de algo que não acha certo. Contudo, ser sensato é perceber que a sua verdade pode não ser a verdade do outro, o que não significa que alguém esteja errado. Mas ter sua verdade não basta. As pessoas não se conformam que alguém tenha uma verdade diferente da sua. Vegetarianos inconformados com não vegetarianos e vice-versa. Ateus inconformados com religiosos e vice-versa. Putz, como isso é um saco! Ah, e claro, torcedores da CBF incomodados com quem não torce pro Brasil, torce contra, gosta de rugby, enfim. O perigo de evitar discussões e debates é que ao ficar calado, você pode ser interpretado como passivo ou ignorante sobre o assunto. Aliás, VOCÊ VAI ser interpretado como passivo ou ignorante sobre o assunto, porque É CLARO que a outra pessoa está certa, não é mesmo? O comunista se acha certo. O capitalista se acha certo. O patriota se acha certo. O impatriota se acha certo. Geralmente, costumo achar as pessoas que pensam, analisam o outro lado profundamente antes de ir criticando, e que as vezes até admitem mudar de opinião, as mais interessantes. Por fim, deixo meus sinceros e não irônicos cumprimentos aos torcedores (a favor ou contra a Seleção Brasileira) sensatos e não rabugentos!!
PS: A seguir, uma citação da minha amiga Mika, que apoiou moralmente a construção deste texto, e concorda comigo em muitos aspectos do mesmo: "EU NÃO TORÇO PRO BRASIL VENCER IN A STUPID GAME, TORÇO PRA VENCER NA VIDA, NA CIÊNCIA, SER FODÃO EM OUTRAS COISAS SEM SER O FUCKING FOOTBALL" - Mikaella Fusco de Campos, filósofa contemporânea, amante de manjar branco e assistente de dentista nas horas vagas
Escrito por Soneca, o boa praça às 22h45
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CRÍTICA- Modigliani

Cinebiografia do pintor é irregular e abusa do sentimentalismo, mas saldo final é positivo
Amedeo Clemente Modigliani não é uma das figuras mais conhecidas pelos leigos, quando se fala em arte. Mas certamente, o Modi (como era conhecido pelos mais íntimos) era um dos mais carismáticos e intensos de sua geração. Pois foi esse o personagem escolhido pelo diretor Mick Davis como tema de seu segundo longa-metragem. Antes disso, o cineasta havia dirigido apenas a fraca comédia romântica esportiva "A Aposta" (The Match, 1999). E com o perdão do trocadilho, talvez Mick não tenha sido a melhor aposta para levar às telas a história de vida do pintor italiano. Um diretor mais seguro e experiente não teria pesado a mão em certos momentos do filme, subindo a música em momentos-chave para forçar a emoção no público em cenas que seriam naturalmente emotivas por si só. Faltou confiar na sensibilidade do espectador. Outro exemplo da insegurança do diretor foi no caso de alguns didatismos desnecessários. Em pleno climax do filme, precisava mesmo de uma narração em off para reiterar uma frase dita por Modi no começo do filme? Faltou confiar na inteligência do espectador.
 Algumas incongruências históricas, como o destino final do pintor e uma cena que envolve a rivalidade entre Picasso e ele, são claramente escolhas dos produtores e não há como culpar o diretor nesses casos. Tal como caem sobre o roteirista as reclamações sobre as quase imperceptíveis participações de Renoir e J.Cocteau na trama. Contudo, o filme tem uma bela fotografia e momentos inspirados e poéticos, como a dança de Modigliani com sua esposa e a sequência que mostra os artistas se preparando para o grande concurso. O trecho que mostra a exposição individual que Zborowski conseguiu para o artista italiano na Galeria Weil, que durou apenas um dia graças aos nus expostos na vitrine, é igualmente marcante. Vale ressaltar também a coragem dos envolvidos em mostrar o consumo de alcool e drogas diante da atual tendência em glorificar e perdoar os personagens reais retratados no cinema. Assim como o polêmico pintor tinha um gênio forte e alguns defeitos que lhe causaram agruras na vida pessoal, mas sabia os compensar com seu carisma e paixão pela vida, sua cinebiografia traça trajetória semelhante: um bom e bonito filme, com alguns defeitos sim, mas que ainda vale ser assistido pela história que conta e pelos bons momentos que trás, seja você um amante da arte ou não.
Escrito por Soneca, o boa praça às 03h10
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CRÍTICA- Roma

Fellini faz uma declaração de amor à capital italiana O conceituado cineasta italiano Federico Fellini marcou época pela poesia de seus filmes, onde frequentemente combinava memórias e devaneios com fantasia e lirismo. Refletindo tanto sua vida pessoal como suas opiniões e gostos, Fellini frequentemente abordava assuntos similares em seus trabalhos, porém, sem nunca perder a originalidade. Em Roma, o diretor novamente inova no formato do filme, com a narração em off impessoal e descritiva como um documentário. Porém, dividindo seu filme em vários segmentos, torna possível brincar com o próprio gênero inventado, como nos trechos onde o próprio narrador se torna personagem, tal como a história do hotel, simbolizando o próprio Fellini aos 18 anos. Mostrar os costumes italianos sempre foi uma mania de Fellini, e nenhum filme o faz melhor do que este. Famílias escandalosas almoçando à mesa, fazendo piadas e falando de boca cheia; festas tradicionais com músicas locais e o inconfundível cardápio de massas dão o tom, deixando claro que estamos na boa e velha bota européia. Sexo, religião e as críticas à sociedade, temas recorrentes na filmografia do cineasta, também estão presentes, de forma bem humorada. O debate costumeiramente proposto entre burguesia e proletariado é tratado de forma mais séria, com as paisagens romanas como pano de fundo.
 Roma tem um belíssimo trabalho de fotografia, coordenação de cenas e uma trilha sonora que emula o saudosismo, revelando a admiração e a importância da capital de seu país para o diretor. Em certo momento do filme, um escritor norte-americano argumenta por que gosta de viver em Roma, alegando que ninguém se importa se você está vivo ou morto, e que a cidade é um refúgio cultural para o descanso de artistas. É a carta de amor à cidade, assinada por Fellini. A unica ressalva fica por conta de alguns segmentos onde nada acontece, que parecem panfletários passeios turísticos para mostrar a cidade ao público, o que pode irritar alguns. Contudo, não deixam de ser curiosos tais trechos, e uma forma interessante de conhecer lugares importantes de Roma, sob a ótica de um dos mais conceituados diretores da história do cinema.
Escrito por Soneca, o boa praça às 20h34
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Os Piores Filmes de 2009- LISTA DEFINITIVA
Sábias palavras de Soneca para as massas. Vocês estão prestes a admirar um tesouro e tanto. Houve ótimos filmes em 2009, porém é sempre mais cômodo e divertido criticar do que exaltar, então resolvi elaborar essa lista dos PIORES FILMES DE 2009. Manjo muito de cinema, vocês não. Isso é o que nos torna diferentes, por isso venho compartilhar toda minha sabedoria e meu brilho com vocês, pobres mortais, cinéfilos de quitanda. Se vocês procurarem por essa tal de internet, ou em revistas que se dizem especializadas, podem achar listas semelhantes, porém nenhuma tão verdadeira e pura quanto a minha. Essa é a LISTA DEFINITIVA, quer queiram, quer não. Vivam com isso!! Sim, claro que eu sou o dono da verdade!! Desfrutem abaixo da tão aclamada lista dos piores abacaxis de 2009:
10º - JUÍZO FINAL (DOOMSDAY) Pronto, arranjei o fogo. Agora quem tem seda, pessoal?
O que foi isso?? Um monte de clichê manjado de filmes pós-apocalípticos que se achava o novo Mad Max... Atuações horríveis e forçadas, tipo ator veterano que foi escalado pra nova temporada de Malhação e resolve fazer tudo de má vontade. 9º - 17 OUTRA VEZ (17 AGAIN)
Oi gata, quer comer Fandangos na kombi do meu pai? As pré-adolescentes de colégio particular realmente fizeram a festa nos cinemas este ano. Deram o maior ibope para um filme mais que meia boca só por causa de um ator-mirim-virgem-sensação do momento. 8º - GAMER This is NOT Sparta, my dear.
Gerard Butler e Michael C.Hall deveriam escolher melhor seus filmes. São ótimos atores para se sujeitarem a papéis pífios em uma história pretensiosa, porém sem graça e cafona. 7º - JOGOS MORTAIS 6 (SAW VI) Yeah, they're STILL among us =(
Na boa... chega né? 6º - STREET FIGHTER: A LENDA DE CHUN LI (STREET FIGHTER: THE LEGEND OF CHUN LI): Esse Bison parece micro-empresário falido que escreveu livro e foi divulgar no Programa do Jô
Me fez ter saudades do Van Damme... E me fez achar que a Kristin Kreuk estaria mais feliz em Smallville... 5º - G.I JOE: A ORIGEM DE COBRA (G.I JOE- RISE OF COBRA) Com essa roupa coladinha, fica complicado pra Cobra subir...
Mais um filme com "título, dois pontos, subtítulo". Explosões, brigas, frases-chavão e só. Ao menos ri com os trocadilhos possíveis envolvendo a Cobra. (Reparem que o título original é: A Subida da Cobra) 4º - X-MEN ORIGENS: WOLVERINE (X-MEN ORIGINS: WOLVERINE) Wolvie e sua turminha: Em breve, no Disney Channel
Roteiro mais esburacado que queijo suíço. Até hoje não entendi onde diabos quiseram chegar com a história do pipoco no crânio. Wolvie descaracterizado, bonzinho feito um vendedor de tapioca nas férias do Guarujá. Só serviu para pré-adolescentes de rosto oleoso que se masturbam com qualquer coisa que tenha o Wolverine no meio. 3º - A SAGA CREPÚSCULO: LUA NOVA (NEW MOON) Droga, esqueci meu pó de arroz no carro...
Se Wolverine foi para os pré-adolescentes male, esse é para as female. Vampirinhos castos e educadinhos, que rezam antes das refeições, não pisam na grama e não devem nem fazer cocô. As menininhas ficam sonhando acordada com um vampiro ou lobisomem xonadinho pra tirar a virgindade delas. Depois do casamento, claro. 2º - TRANSFORMERS 2: A VINGANÇA DOS DERROTADOS (TRANSFORMERS: REVENGE OF THE FALLEN)
A melhor cena de Transformers 2
Derrotado mesmo é quem gastou 15 pilas pra ir no cinema ver essa bomba. Overdose de robozões na tela, não deu pra apresentar metade. Explosões pra cá, frases "engraçadinhas" pra descontrair, momento patriótico (Go U.S.A!!!) Esperar o que de um Michael Bay? Triste é ver aqueles que não querem admitir que jogaram dinheiro no lixo, tentando defender o filme às todas custas... 1º - 2012 Tá, ao menos isso foi legal: afogar os cariocas!! Pena que foi só ficção...
Roland Emmerich tem tesão em destruir o planeta e colocar personagens comuns com problemas na família para salvar o dia, todos já sabemos. E claro que ele não ia deixar passar as previsões maias e chinesas e perder a oportunidade de fazer mais uma porcaria com explosões, efeitos especiais e frases de efeito pra todos os lados. Podre, muito podre, cara.
Escrito por Soneca, o boa praça às 00h51
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OS PARALELOS ENTRE CHEVY CHASE E MEU PAI
O artigo a seguir não contem spoilers de nenhum filme ou série, é apenas uma viagem surgida da minha mente fantasiosa e ociosa (sobretudo, ociosa). Siga por sua própria conta e risco.
Estava conversando sobre cinema com minha amiga Lika (http://twitter.com/__lika), e entre trocas de indicações de filmes, resolvi perguntar se ela lembrava do Chevy Chase, clássico ator de comédias dos anos 80/90, que foi parte importante da minha infância e da formação do meu caráter (!) com seus filmes na Sessão da Tarde. Em suma, um dos atores mais engraçados da história!! Enfim, isso gerou uma procura de minha parte por imagens do Chevy Chase no Google, que por sua vez, me fez achar uma foto com a qual me espantei, devido a enorme semelhança com uma foto do meu pai. E não sei se estou louco ou não, mas realmente achei a semelhança muito grande, dos traços e da expressão!! Resolvi então, postar isso aqui no blog, e pedir opiniões de terceiros... Chevy Chase é o irmão perdido do meu pai? Foram separados no nascimento? Estou só viajando e devia ir dormir, isso sim? Confiram: 
Escrito por Soneca, o boa praça às 02h11
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OS PARALELOS DE LOST E FLASHFORWARD
O artigo a seguir contem spoilers das séries Lost e Flashforward. Siga por sua própria conta e risco. Semana passada, estreou nos EUA a série Flashforward. E dentre as várias e costumeiras estreias e reestreias de setembro, essa era uma das mais aguardadas, sobretudo, por sua comparação com a série-fenômeno do século XXI: Lost. Assisti ao primeiro episódio e já é possível traçar alguns paralelos entre as duas séries. Antes de mais nada, vale ressaltar que comparações seriam realmente inevitáveis, afinal, alguns dos produtores de Flashforward são os mesmos de Lost. Não obstante, o nome em si já é um derivado da série ilhada. Flashforward foi o termo adotado pelos fãs (e aceito de braços abertos pelos roteiristas e produtores) para designar o novo recurso narrativo que Lost passou a usar, os "flashbacks do futuro", trechos onde se mostravam acontecimentos da vida futura dos personagens. Uma diferença, no entanto, é que em Lost os flashforwards eram exibidos como terceira pessoa, algo que somente os espectadores viam. Ou seja, os personagens não sabiam de seu futuro. Já na nova série, os personagens sabem do seu futuro e isso, aliás, é parte essencial da trama, que consiste no curioso e inexplicável fato de que todos os habitantes do planeta viram seu próprio futuro enquanto desmaiaram, durante 2 minutos e 17 segundos.
 As semelhanças entre ambas as séries começa já pela escalação do elenco, com dois nomes em comum com Lost. O primeiro é a atriz Sonya Walger, a Penny de Lost, que aqui tem um papel de maior destaque, interpretando a esposa do personagem principal. O segundo é o saudoso Charlie do seriado da ilha, o ator Dominic Monaghan, que também deve ter um papel importante. O começo de ambas as séries, sobretudo as primeiras cenas, também são bem parecidos. Lost começa com um acidente, a queda do avião, então mostra o personagem principal (Jack) acordando, sem saber o que se passou, subitamente vendo-se às voltas com destroços, gente ferida, desesperada, e por ser médico, instintivamente, começa a ajudar a todos. Flashforward começa com um acidente, a batida de carros devido ao apagão geral, então mostra o personagem principal (Mark) acordando, sem saber o que se passou, subitamente vendo-se às voltas com destroços, gente ferida, desesperada, e por ser agente do FBI, instintivamente, começa a ajudar a todos. Durante o episódio, outra peculiar semelhança. Em Lost, inexplicavelmente, os personagens encontram um urso polar no meio da ilha. Em Flashforward, inexplicavelmente, Mark encontra um canguru nas ruas de Los Angeles. Já no final do episódio, uma descoberta chocante que chega a arrepiar: Em Lost, os personagens descobrem que não estão sozinhos na ilha enquanto em Flashforward descobrem que não foram TODOS que tiveram o apagão. E não para por aí! Tecnicamente, também pode-se notar muitas semelhanças, como a trilha sonora misteriosa, os cortes, ângulos de câmera e os vários mistérios e perguntas sendo jogados no colo do público de uma só vez (em ambas as séries, de forma eficiente, diga-se de passagem).
 Mas vale ressaltar que todas essas semelhanças não trazem nenhum demérito à Flashforward, que se mostra, até agora, uma série muito interessante e promissora. E também tem seus méritos próprios, como por exemplo, ter conseguido criar personagens bem construídos com dilemas pessoais verossímeis, ter um bom ritmo narrativo, mostrar a reação social das pessoas diante do caos público (pessoas furtando eletrodomésticos nas lojas, culpando à deus, trazendo o que a humanidade tem de pior à tona), mostrar diferentes personagens lidando de variadas formas com o acontecimento (uns torcendo para que as visões sejam verdade, outros vendo como uma salvação, outros temerosos). Pessoalmente, também simpatizei mais com Mark do que com o Jack, de Lost. No entanto, apesar dos elogios e de ser uma série que promete, é necessário cautela: fazer um primeiro capítulo bombástico é ótimo, mas não é tarefa das mais difíceis, vamos ver se Flashforward consegue manter o ritmo. Realmente torço para que sim. Para encerrar, fica a dica: Lost é considerada uma série difícil, que não permite que os espectadores assistam a partir de um episódio qualquer, deixando-os totalmente perdidos se não forem "fãs fiéis". Para os preguiçosos que não acompanham Lost, fiquem espertos com essa segunda chance, Flashforward está aí.
Escrito por Soneca, o boa praça às 16h47
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CONFORMISMO
Nada sou, nada anseio, a nada aspiro Caminho pela vida como autômato... Não procuro os "porquês", não busco as causas Não tenho credo, religião, doutrina
A rosa que eu quis ter, colher não pude Nos meus caminhos não achei gerânios... A estrela da manhã, esquiva estrela, Que tentei deter, sem conseguir prendê-la

Nessa existência sem relevo e inglória, Desconhecido entre os desconhecidos, Prossigo em minha anônima jornada...
Sem ter aspirações, sem ter histórias, Sem saudades dos lírios não colhidos Grandemente feliz por não ser nada!
Escrito por Soneca, o boa praça às 18h10
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CONSIDERAÇÕES E REFLEXÕES I
PARTE 1: - Eu já fui mais interessante, mais legal, mais engraçado, mais profundo...Não sei o que se passa comigo ultimamente. Não me considero deprimido, mas certamente estou mais melancólico, desmotivado, pessimista... Relaxem que nem vou cortar meus pulsos ou ingerir veneno de morcego. - Meus dentes do siso estão nascendo todos tortos, vou ter que removê-los. O que é uma pena, pois creio que eles seriam extremamente úteis para roer ossos humanos em um futuro pós-apocalíptico. - Baixei "O Rei Leão", o primeiro dos únicos quatro filmes que já me fizeram chorar em toda minha vida. ALERTA DE SPOILER: O Mufasa morre. - Desde que não tenho mais bike, fiquei ainda mais sedentário. Prometo mudar isso a partir de amanhã: vou correr na praia com amigo meu todo dia. (ou todo dia em que a preguiça não me vencer) - Estava escrevendo uma crítica sobre o filme que é considerado o melhor de todos os tempos, "Cidadão Kane". Estou pronto para ser apedrejado, pois não acho que o filme seja TUDO ISSO. Claro que é excelente, mas não considero o melhor. ALERTA DE SPOILER: Rosebud é o trenó.
 PARTE 2: - Não tenho ambições relacionadas a dinheiro. Não quero ficar milionário, não pretendo ter um carro para deixar o ar ainda mais podre, não tenho orgulho com relação à comprar coisas apenas pela marca, etc. Sempre ouvi que isso é porque nunca tive um trabalho sério, só bicos e trampos que fiquei pouco tempo e tal. Eu retrucava dizendo que pra provar isso, eu seria capaz até de queimar o meu primeiro salário quando arranjasse um "trampo sério". Isso seria burrice e infantilidade, claro. Mas ainda me mantenho fiel à vontade de me desfazer do dinheiro, mas em vez de queimar, vou doar para alguma instituição que ajude as crianças com câncer, cegas, estupradas, sem pantufas, miseráveis, lazarentas, corinthianas e sem umbigo de Zimbábue. - Mamãe comprou paçoca!! ALERTA DE SPOILER: Comerei tudo entre hoje e amanhã. - Eu adoro suco de pera! - Eu podia tá matando, eu podia tá roubando, eu podia tá bebendo rum e jogando banco imobiliário com o Maguila em uma ilha do Caribe, enquanto vassalos adestravam guaxinins para serem supervisores de fábricas de cadarços em países do terceiro mundo, mas não tô. Tô só escrevendo merda neste blog e gostaria de um minuto da sua atenção para comentar qualquer coisa, para me motivar a escrever mais merda futuramente. Obrigado, tio/tia. - Olá, sou um ser cósmico, onisciente e transcendental. Vejo o passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo. Estou presenciando o Big Bang neste exato momento. ALERTA DE SPOILER: O Universo será criado. - Espremo os cravos da sua bunda por R$ 1,99. Tratar aqui!
Escrito por Soneca, o boa praça às 23h57
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PERDAS
 Tudo começou quando ele perdeu sua caneta bic. Procurou, mas nunca mais achou. Costumava sempre engolir à seco os desaforos que a vida lhe pusera. Aos poucos, perdeu sua auto-estima. Procurou, curioso, mas nunca mais achou. Com problemas financeiros, começou a apostar em corridas de cavalos. Não teve sorte e perdeu dinheiro. Procurou, ambicioso, mas nunca mais achou. Toda a magia de seu casamento havia se esgotado. Resolveram se divorciar e ele perdeu a mulher. Procurou o amor, rancoroso, mas nunca mais achou. Estressado, descontou sua raiva socando o estômago do chefe. Por justa causa, perdeu o emprego. Procurou outro, necessitado, mas nunca mais achou. Passou a beber todo dia, entrando em um processo de auto-destruição. Foi assim que perdeu o orgulho. Procurou, desesperado, mas nunca mais achou. Deprimido, resolveu tentar o suicídio. Mas não conseguiu pular da janela do seu apartamento. Ele havia perdido a coragem.
Escrito por Soneca, o boa praça às 03h16
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